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Que viagem incrível: A Toscana é maravilhosa!

  • Foto do escritor: Elio
    Elio
  • há 5 dias
  • 12 min de leitura

Firenze, ou Florença em português, é a capital da Toscana, famosa por seus vinhos, culinária, arte, terra de Galileo Galilei, grandes pintores e escultores e belezas naturais.

Hoje vou comentar minha última aventura nesse lugar paradisíaco.


O castelo do porto de Livorno
O castelo do porto de Livorno

Neste ano de 2026 fui à cidade de Livorno. A Marinha Italiana promove um evento que se chama “Settimana Internazionale della Vela”. Nela as Marinhas de vários países do mundo mandam os seus melhores velejadores, normalmente alunos de academias ou colégios navais, e ocorrem lindas regatas.


Os alunos do Colégio Naval da Marinha do Brasil de Angra dos Reis.
Os alunos do Colégio Naval da Marinha do Brasil de Angra dos Reis.

Três jovens alunos da Escola Naval de Angra mais um superior que tinha a função de técnico, estavam presentes representando Brasil. Os jovens velejadores saíram-se bem, levando em conta que nunca haviam velejado naquele monotipo, o Trident 17, ficando numa posição acima da média.


O Caça-torpedeiro Caio Duilio da Marinha italiana.
O Caça-torpedeiro Caio Duilio da Marinha italiana.

Tive a honra de ter sido convidado a bordo do caça torpedeiro Caio Duilio para fazer o larga da regata mais longa do mar Mediterrâneo, aberta a todos, não só militares.


A recepção, assim como a visita a todas as dependências do navio foram impecáveis. Descrever toda a tecnologia de ponta, os serviços informáticos, a estrutura mecânica e bélica é inimaginável para pessoas comuns. Este navio mereceria um blog só sobre ele, incríveis os dados deste barco de sete mil toneladas e que é capaz de navegar a 29 nós! O Engenheiro chefe dos motores me deixou escapar que atinge pontas de 34 nós.

Mas deixemos isso para algum outro dia.


A verdadeira viagem


Além do evento, o que me motivou a ir até Livorno foi o desejo de replicar o feito de um grande homem chamado Gino Bartali.

Gino Bartali em 1948 - Tour de France
Gino Bartali em 1948 - Tour de France

Quando a segunda guerra mundial eclodiu, a Toscana estava sob ocupação alemã e a Itália era aliada da Alemanha. Gino, que em 1938 já havia vencido o Tour de France e era o ídolo do esporte italiano, teve que interromper suas competições e foi convocado para trabalhar como estafeta, o que lhe permitia continuar treinando.

As coisas foram piorando durante a guerra e, em 1943, os alemães, assim como os italianos, já tinham como certo que eles iriam perder. Neste período os alemães recrudesceram seu ódio contra os hebreus e a deportação para os campos de concentração aumentava dia a dia, sendo morte certa para estes.

Neste ano, o Bispo de Florença, Elia dalla Costa, pediu a Gino para que eles se encontrassem. Neste encontro o Bispo revelou a Gino o seu plano: Havia um tipógrafo em Florença que era hábil em produzir documentos de identidade falsos e havia na cidade de Assis (Assisi, a mesma de São Francisco) um padre que era hábil em fazer fotografias que deveriam ser colocadas nos documentos. Portanto se ele (Gino) pudesse levar os documentos falsos de Florença para Assis, lá o padre se encarregaria de dar os documentos falsos aos hebreus e com isso eles poderiam escapar da morte certa nos campos de concentração.

O problema é que as estradas que uniam as duas cidades eram fortemente patrulhadas pelos alemães e, caso eles descobrissem os documentos seria morte certa para Gino. Se tratava de arriscar a própria vida para salvar a de desconhecidos.

Ele aceitou a incumbência e levava os papeis falsos escondendo dentro do tubo que sustenta o selim da bicicleta!

foto da bicicleta número 31 com que Bartali venceu o Tour de France de 1938, que está no Museo della bicicletta al Mareglio
foto da bicicleta número 31 com que Bartali venceu o Tour de France de 1938, que está no Museo della bicicletta al Mareglio

A viagem era de pouco mais de 200 km para ir e outros 200 km para voltar no mesmo dia, que oficialmente seriam usados como desculpa para treinar, obtendo autorização dos militares para poder fazer o treino.

Colocarei no fim do blog vários links que mostram detalhes deste fato e estima-se que tenha salvado a vida de mais de 800 judeus! Vários documentários foram feitos, inclusive um pela Shimano, fabricante japonês de peças para bicicletas sobre este heróico feito.

Foi aprendendo sobre este homem que veio o meu desejo de fazer a mesma viagem que ele fazia. A história de Gino Bartali é incrível.


Vamos partir


Meu amigo Pierre Magne. Sempre pronto para aventuras loucas!
Meu amigo Pierre Magne. Sempre pronto para aventuras loucas!

Quando estudei como repetir a viagem de Gino Bartali, mostrei a um amigo meu francês, Pierre Magne, que imediatamente disse que também iria.Ele foi a Livorno e depois fomos para Florença para iniciar a jornada. Ele tem sido o meu companheiro nas viagens de bicicleta, com ele fiz a viagem para a Espanha, a outra pelo Danúbio até Budapest e outra da França até Roma, sem contar outras viagens menores. Um amigo sempre pronto para as minhas loucas idéias.

Claro que muitos dos caminhos que Gino usava, hoje em dia estão asfaltados, porém mais de sessenta por cento do caminho que escolhemos foi através de estradas secundárias, assim como Gino fazia para fugir das barreiras de controle alemãs. Na época dele não havia asfalto, eram estradas de terra, e o piso não é marrom como as nossas estradas de terra no Brasil, mas sim bem esbranquiçado devido à composição do solo e por isso são chamadas “Strade bianche” ou seja, estradas brancas.

Uma das típicas "Strade Bianche"
Uma das típicas "Strade Bianche"

Hoje as bicicletas possuem marchas, nas subidas podemos trocar a marcha e ela fica mais suave. Na época Colnago não havia ainda inventado o câmbio e, nas subidas mais íngrimes e longas, valia a pena parar, tirar a roda de trás, virá-la ao contrário onde havia um pinhão com muitos dentes, Soltar a corrente e colocar numa coroa menor, regular a corrente, e subir nesta marcha curta! Com isto eles podiam ter 4 marchas diferentes, (grande-grande, grande-pequeno, pequeno-grande e pequeno-pequeno), mas perdendo um tempo incrível para cada troca de marcha.

Os pneus não eram como os de hoje em dia. Sua confiabilidade era muito menor e os competidores deixavam uma câmara de ar presa no corpo para o caso do pneu furar, como talvez vocês tenham notado na foto do Gino (acima). 

  A nossa viagem começou em Florença com uma longa subida de cerca 9 km com pendência de 8 a 10%. Claro que parei em muitos pontos. A bicicleta carregada pesava mais de 23 kg, e as duas marchas finais de subida não estavam entrando. A gravata vermelha que pensei estar usando, na verdade era minha língua que caia até os pés pelo cansaço. A meta que habitualmente tenho de fazer 75 km por dia, já não existia. Conseguir fazer 30 ou 35 já era um troféu. Valeu a vista da cidade desde o alto.

David estava olhando Firenze!
David estava olhando Firenze!

Difícil é encontrar algum lugar para tomar uma água gelada ou fazer algum reparo caso o pneu fure. Mas a sombra das árvores permitia que pudéssemos dar uma parada e apreciar a paisagem da toscana.

Provavelmente aqui não haveriam barreiras de controle alemãs.
Provavelmente aqui não haveriam barreiras de controle alemãs.

Às vezes os caminhos são um pouco mais “rústicos” como o da foto ao lado, mas sempre você encontra coisas interessantes e com muita história pelo caminho, não tem como ficar na mesmice!

Como vocês podem ver na foto abaixo, minha roupa de ciclista não é das mais profissionais, mas o que importa é que as pernas e o coração ainda estão bem e, para minha alegria, o Pierre conseguiu, com um simples alicate, fazer as duas marchas inferiores funcionarem e com isso algumas subidas ficaram melhores! Ele é muito bom de mecânica.

Uniforme de ciclista Croc e chapeuzinho
Uniforme de ciclista Croc e chapeuzinho





Continuando a viagem depois de Florença se passa pela única via para bicicletas que, por cerca de 30 km vai, mais ou menos, pelas bordas do Arno. 

Ao passar por uma minúscula cidade chamada Figline Val d´Arno, encontrei o único lugar onde havia uma fonte com água potável e duas lindas estátuas. Uma dedicada a um homem importante do passado da região e a outra muito interessante dedicada a uma velha mulher que viveu naquele lugarejo.

Estátua de La Sputaci e a única fonte de água do caminho.
Estátua de La Sputaci e a única fonte de água do caminho.

Nascida em 30 de setembro de1883 ela pedia esmola na esquina do Corso Italia ou no cruzamento da Via Garibaldi. A garotada costumava tirar sarro dela e ela reagia botando apelidos neles. Todos a conheciam como “La Sputaci” que significa “aquela que cospe”.

Ela faleceu em 1970 e desde então ficou uma das personagens lendárias da região.

Notem na fotografia a bica de água potável.

A viagem, depois da subida “arrebenta pernas” inicial, prosseguiu mais ou menos plana e a bicicleta estava comendo quilômetros. No fim da tarde chegamos em Montevarchi. Paramos para pesquisar onde poderíamos dormir a bom preço e com um bom chuveiro. Tudo lotado. Naquele fim de semana havia um feriado emendado e os italianos decidiram todos ser turistas. Finalmente encontramos um lugar em La Poggierina. O que eu não imaginava é que esta tal de Poggierina ficava no alto de uma colina. Apesar de relativamente simples, a subida foi difícil pois ainda não me havia recuperado do esforço do dia anterior.

Estátua moderna na porta de uma mansão no caminho
Estátua moderna na porta de uma mansão no caminho

No caminho encontramos esta estátua que presumo ter entendido o que ela queria dizer.

Antes de tudo notem que não existe nenhuma pixação. Uma estátua na rua sem pixações é um problema cultural. Ela deve ser recente.

Existe um serpente na perna direita daquela que poderia ser uma referência à deusa da vitória, a famosa NIKE. O pé direito dela está apoiado sobre uma coisa vermelha que eu deduzi ser uma representação do vírus do Covid. Interpretei a serpente como sendo o símbolo da medicina, criado na mesma época em que a Nike original foi esculpida. Além disso o único elemento com cor é o vírus, representado com a  cor do sangue. Então a minha interpretação foi de que ela representava o fato de termos vitória sobre o sangue derramado (as mortes) como consequência do Covid. No pé da estátua há uma inscrição que não consegui traduzir, talvez em grego, e mais abaixo a inscrição “Non abbiate paura” ou seja “Não tenham medo”. Em resumo, minha leitura foi: não tenham medo do Covid pois a medicina irá esmagá-lo e nós venceremos.

Apreciem também a maravilhosa bicicleta do Pierre, feita sob medida, em titânio.

Depois de um bom banho e uma boa dormida em la Poggierina, descida em direção a Rimaggio, onde conseguimos um alojamento num B&B para, no dia seguinte seguirmos para Camucia deixando a Toscana e entrando numa outra região chamada Umbria. O caminho estava bem mais plano, sempre pedalando entre o verde e as plantações com os ciprestes típicos sinalizando as estradas e finalmente chegamos a Castiglione del Lago.


Trasimeno del Lago
Trasimeno del Lago

Esta cidade, à borda do lago Trasimeno é um ponto turístico da Umbria. 

Só paramos para almoçar morangos e frutas que havíamos comprado de um agricultor no caminho.

Já estávamos pensando em Assis que estava perto, faltavam apenas 62 km.


O Lago Trasimeno é famoso por uma batalha. No ano 217A.C. Aníbal, que havia saído de Cartago, na África, com seu exercito atravessou o estreito de Gibraltar, percorreu a atual Espanha, continuou pelo sul da frança, atravessou os Alpes entrou na Itália e foi em direção a Roma, que era a capital do grande império, contra a qual ele havia feito juramento de vingança pelos maus tratos após a conquista de Cartago pelos romanos.

Pense só na magnitude em fazer isto! No exercito dele haviam cavalos, elefantes e pessoas, só de ver aqueles animais enormes os inimigos se assustavam. No caminho muitos soldados e animais morreram, mas ele conseguiu chegar no Lago Trasimeno. Um único elefante havia sobrado vivo, a marcha tinha sido muito dura. Seu exercito era constituído essencialmente de africanos, espanhóis e a grande maioria gauleses.

Mapa do lugar onde aconteceu a famosa batalha de Anibal destruindo o exército romano.
Mapa do lugar onde aconteceu a famosa batalha de Anibal destruindo o exército romano.

Aníbal conseguiu atrair os romanos, liderados por Caio Flamínio, para uma armadilha. Em apenas três horas de batalha morreram mais de 15 mil romanos e outros 15 mil foram feitos prisioneiros, enquanto apenas 1,5 mil do exército de Anibal morreram. Foi a maior derrota da história de Roma. Abaixo link dessa épica batalha.

Viagem que segue e tentamos encontrar um lugar perto de Assis para dormir. Nada, tudo lotado até segunda feira. Em Assis as poucas vagas tinham preços absurdos.

Finalmente encontramos um lugar numa cidade bem próxima chamada Ripa.

A alegria tomou conta de ambos, finalmente chegaríamos e completaríamos mais uma aventura, mas… (sempre tem um mas) o que não sabíamos é que a tal cidadezinha fica no alto de uma montanha e, para chegar até ela, tem uma subida daquelas de duras. 

Caramba, não merecia mais este sacrifício. Os últimos 500 metros desci da bicicleta e empurrei a pé, as pernas não aguentavam mais, mas… uma linda surpresa me aguardava.


A cidade é linda! 


Murada, com a cidade antiga ainda intacta com construções de mais de quinhentos anos, uma vista espetacular.

À direita a entrada da antiga cidade murada.

Entrada de Ripa
Entrada de Ripa

Fui caminhar por dentro dela e cheguei na praça principal. Como toda cidade européia que se preze o monumento era uma homenagem aos mortos nas duas grandes guerras.

Encontrei um terraço no lado oposto da entrada com uma vista maravilhosa. Se apreciavam os Apeninos ainda nevados, e visível a cidade de Perugia e Assis.

As pequenas ruelas tortas deste pequeno labirinto iam se abrindo para as minhas descobertas. Encontrei casas datadas de 1480, claro que por dentro modernizadas no que seria possível, mas trazendo em seu DNA a história de um passado inimaginável para nós que usamos a métrica moderna.

A velocidade com que a vida moderna se desenrola dificilmente nos induziria a termos na porta de casa um banco para sentar e simplesmente olhar o céu no fim de tarde ouvindo o som dos pássaros e deixar o tempo escorrer lentamente.

No fim da primavera até o meio do outono escurece lá pelas 10 horas da noite, então estas pessoas habituadas à vida do  campo, vão dormir com o céu ainda azul.

As crianças brincam na rua, correm se divertem, completamente imersos na beleza da natureza. Para eles isto é viver.

A segurança é total. O lugar que consegui para dormir era no terceiro andar de uma dessas casas. Escada estreita, degraus com alturas fora da norma e impossível de encontrar um lugar seguro para deixarmos as bicicletas.

Simplesmente deixamos as bicicletas na rua em frente à porta da casa onde estávamos. Claro que havia passado uma corrente com cadeado por via das dúvidas, mas fui dormir tranquilo sabendo que elas estariam lá na manhã seguinte nos esperando.

No dia seguinte, depois de tomarmos um bom café da manhã no bar que vende sorvete, a alegria estava tomando conta, afinal faltavam pouco mais de 27 quilômetros para chegar. Perugia já havia ficado para trás e não haveria mais nenhuma subida dura até Assis.

Disse “arrivederci“ para a bonita Ripa e ao partir ela me deu mais um presente: na praça havia uma placa que eu não havia lido no dia anterior. Era uma homenagem dos habitantes desta pequena cidade para um grande homem: Gino Bartali. Afinal nós estávamos lá por causa dele e foi lindo ver que muitos o admiram e o consideram um herói. 

Partiu Assis! A subida que antes me havia vencido agora transformou-se numa deliciosa descida onde deixamos as bicicletas livres para transformar a energia potencial em cinética. Mantivemos acima dos 25 quilômetros por hora por um bom trecho até ficar plano e ter que percorrer estradas asfaltadas.


Assis, ói nóis aqui!


A primeira coisa que fizemos foi ir até a estação de trem para ver os horários para Florença.

A cidade de Assis é uma meca para os que professam a religião católica e estava repleta de turistas. Sim, a catedral e todas as igrejas são lindas do ponto de vista arquitetônico e cheias de obras de arte, as estátuas dos santos cobertas de ouro, mas aí me perguntei onde foi parar o espírito de pobreza pregado por Sao Francisco. 

Toda a cidade vive da fé cristã.
Toda a cidade vive da fé cristã.

O comércio religioso é a fonte de renda da cidade e a Itália não deixa nada a desejar ao Brasil em termos de apadrinhamento (entenda-se corrupção). Para se ter uma idéia as bilheterias e o centro de informações de horários na estação de trem estava fechado, mas você poderia comprar as passagens e saber os horários na banca de revistas do outro lado da rua! Os funcionários da estação não estão lá no seu emprego (afinal são funcionários públicos) e quem faz o trabalho deles é o homem da banca de revistas que, obviamente, tem um percentual nas vendas, que por sua vez é redistribuído entre os que deixam fechados os guichês da estação. Gino Bártali dizia: ”L´è tutto sbagliato. L´è tutto da rifare.”, traduzindo: “Está tudo errado, tem que refazer tudo.”.

Assis.
Assis.

Lembrei então que, por volta de 1953 a filha de Gino deixou escapar para um jornalista o que o pai dela tinha feito durante a segunda guerra mundial para salvar os mais de 800 judeus da morte certa nos campos de concentração. Ele jamais havia aberto a boca sobre o fato que, entre outras coisas lhe custou meses de prisão mas foi liberado assim que os aliados invadiram Florença.

O fato se tornou imediatamente conhecido no mundo inteiro e então um jornalista perguntou a Gino por que ele nunca havia falado sobre isso e a resposta dele foi:” Il bene si fà, non si dice.”, ou seja: ”O bem se faz, não se fala.”. Na mesma entrevista o jornalista disse que ele mereceria uma medalha pelo este feito e ele respondeu: “Certe medaglie si appendono all´anima, non alta giacca” traduzindo: “Certas medalhas se penduram na alma, não no paletó”.

Outro feito heróico de Gino Bartali foi sua segunda vitória no Tour de France e que ajudou de maneira considerável a impedir que em 1948 houvesse uma guerra civil na Itália.

Esta é outra história sobre a qual muitos documentários e livros foram escritos pois foi um dos maiores feitos da história do ciclismo e da vida de um país.

Creio que vocês entenderam o motivo que me moveu para tentar refazer a viagem de Bartali.

Do fundo do meu coração só queria dizer: Grazie Gino, sei un esempio di uomo vero. Traduzindo: Obrigado Gino, você é um exemplo de homem verdadeiro.


Aproveito para agradecer a paciência de quem conseguiu ler até o fim e até o próximo blog do Crapun.


Obrigado


Elio


Referências:


  1. A Semana Internacional de vela da Marinha Italiana https://www.facebook.com/settimanavelicalivorno?locale=it_IT

  2. Ótimo resumo sobre os feitos de Gino Bartali: https://en.wikipedia.org/wiki/Gino_Bartali (em inglês)

  3.  Razoável resumo sobre os feitos de Gino Bartali: https://it.wikipedia.org/wiki/Gino_Bartali (em italiano)

  4. A Editora Zahar traduziu o incrível livro “ O Leão da Toscana” que se encontra em https://www.amazon.com.br/Le%C3%A3o-Toscana-emocionante-hist%C3%B3ria-ciclista/dp/8537809179/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dib=eyJ2IjoiMSJ9.NSk_6Z4DZYrcGZtRIkU7yg.MxiyJJsIyId1RMoAwpX4oaeBxR-9C9aI6vyq-NSv8co&dib_tag=se&keywords=O+Le%C3%A3o+da+Toscana&qid=1780485631&s=books&sr=1-1

  5. Bela descrição da Batalha do Trasimeno em português: https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_do_Lago_Trasimeno

  6. Maravilhoso filme legendado em inglês sobre esta viagem: https://www.youtube.com/watch?v=8KViiThNK-c

  7. UM belo filme sobre a vida de Gino Bartali (legendado): https://www.imdb.com/it/title/tt0457648/

 
 
 

4 comentários


Roger Roberto Cunha Medice
Roger Roberto Cunha Medice
há um dia

Que inspirador, Hélio! Obrigado por compartilhar! Que alto astral você tem!

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Mauricio Frizzo
Mauricio Frizzo
há 3 dias

Helio, que belos circuito e relato.

Parabéns pela forma física!

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Camillo Mangoni
Camillo Mangoni
há 5 dias

Grazie Crapun ! avevo da poco sentito la tua intervista con Adriano di @Sal che venivi in Europa per cercare una barca per ripartire ... ! anch'io sogno di andare a navigare di nuovo dalle parti di Salvador , già feci fare un catamarano a Catu , da Robert Dotta , a Itaparica ! um abraço e boa sorte !!

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contact
há 5 dias

Élio, seus posts são uma prova que a antiga internet pode continuar existindo. A internet que avisava uma coisa legal no seu email. A coisa legal de hoje foi esse delicioso relato.


Um abraço

Felipe Pavão

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Elio Somaschini o Crapun

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Velejador e amante da natureza.

Com muitas milhas navegadas e grandes aventuras vividas apenas desejo que todos sejam felizes e sintam o quanto é bonita a vida. Bem vindos.

 

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